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Universo do Luxo

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Considerar o luxo objeto de estudo, como faz Renato Ortiz nesse livro, revela muito da nossa relação com os objetos na contemporaneidade. O mundo do consumo nos rodeia e nos permite pensar diferentes fenômenos que transitam entre a linha fina da economia e da sociedade. Ortiz quer entender como se dá a desterritorialização dos objetos de luxo, ou seja, a maneira como determinados bens simbólicos afastam-se de suas raízes locais ou nacionais e tornam-se símbolos de status. Bolsas, roupas, maneiras de vestir, frequência à restaurantes, viagens espetaculares, tornam-se sinônimos de “bom gosto” e de afirmação pessoal.


O luxo é um a maneira de viver. Ele pressupõe a existência de um universo com regras próprias no qual as pessoas estão inseridas; é preciso fazer parte deste “clube” para entender o seu mecanismo, sua maneira de funcionar. O mundo do luxo realiza-se no mundo dos ricos, como frisa o sociólogo. Um vestido Dior é apenas um vestido, um ponto desconexo, se não estiver articulado à outros objetos, como lenços Hermès, bolsas Louis Vuitton, relógios Rolex, mas também à práticas específicas de distinção social, compras em boutiques de renome em Paris, frequência à restaurantes de alta gastronomia, hotéis em Dubai, viagens em iates. São essas práticas e objetos que definem os contornos de um universo , conferindo-lhe um caráter de autenticidade e singularidade.


Apesar de estarmos rodeados pela cultura que propaga o luxo – filmes, jornais, revistas, shoppings, propagandas – as ciências sociais parecem ter negligenciado sua presença, são poucos os estudos que a consideram como objeto de estudo acadêmico. Renato Ortiz o faz com maestria nesse texto instigante. Usando relatórios de agências de publicidade, dados econômicos, entrevistas, anúncios, propagandas, reportagens e artigos, ele nos revela um mundo muitas vezes invisível. ” Joana Monteleone (Editora e historiadora)

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